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Pilates: outro treino alternativo

    Foi com o PILATES que a recuperação se tornou mais segura. Adotei no início deste ano com o aval do meu ortopedista. Faço 1 hora por semana. Entre outras coisas, este exercício ajuda na postura, previne lesões e ajuda na reabilitação, conforme o site www.minhavida.com.br. Só para se ter uma idéia, em Fevereiro estava fazendo 5 km em 47 minutos e hoje faço 9 km em 1  h e 14 minutos. O pace de Fevereiro era de 9 minutos/km, enqto hoje, é de 8,2 minutos/km. 

   O PILATES ajudou muito na volta aos treinos pois em 6 meses, já estou fazendo 10 km sem sentir aquelas dores pós treino. Trouxe confiança para os treinos e a certeza de chegar a fazer 15 km. Com este treino alternativo, minha planilha de treinos passou a ser a seguinte:

2a feira  –  Musculação            

3a feira  –  Corrida           

4a feira  –  Pilates               

5a feira  –  Corrida               

6a feira  –  Descanso            

sábado  –  Corrida            

domingo  –  Pedal 

Fonte: site http://www.minhavida.com.br

Amigo de corrida – um exemplo

image002 Este post será dedicado para um grande corredor conhecido e amigo meu das corridas,  o HAMILTON que antes corria “devagar e sempre” e hoje corre “sempre devagar”, entretanto, não pretende parar nunca.

Ele tem 70 anos, mas é um garoto, sempre brincalhão ! Diz ele que só aos 90 anos é que vai parar de correr, aos 95 vai trotar e aos 100 vai levar os netos para caminhar.

Conheci o Hamilton em uma corrida de Peruíbe (Circuito das Praias). Já nos encontramos em várias corridas, entre elas a da Riviera São Lourenço (debaixo de muita chuva !), a Sargento Gonzaguinha, e deste ano, a Meia Internacional de SP, a de Itanhaém e a mais recente Maratona Internacional de SP. Em todas elas, o Hamilton diz que foi treinar.

Ele começou a correr aos 60 anos com orientação do prof. Roberto Lozada do jornal “Atividade Física” ( www.atividadefisica.net ). Já no primeiro ano participou da São Silvestre, correndo e caminhando já que foi a primeira prova de 15 km. Costuma correr sozinho, mas tem muitos amigos que também correm. Seu tempo médio no limite hoje é de 6′ e 50 ” por km.

Foi por acaso, quando esteve caminhando pelo “minhocão”, percebeu que poderia correr. Depois disso, nunca mais parou e já foram mais de 350 entre corridas, trotes, e caminhadas. Todas elas foram corridas treino. Em 10 anos, são 35 por ano, ou seja, uma média de 3 ao mês. Ele treina praticamente nos fins de semana, sempre nas corridas.

A seguir uma pequena entrevista que foi mais um bate papo descontraído.

image002 – quando começou a correr ? Exatamente em Fevereiro de 1999

– Foram quantas corridas até hoje ? 356 corridas.

– E troféus ? Foram 76 pódios.

– qual foi a melhor corrida de todas essas ?  Não querendo desmerecer as demais, sem dúvida, a da Tribuna de Santos é a melhor ( http://www.atdigital.com.br/triesportes/novo/ ). São 10 km totalmente plano e o melhor é a participação do público, ou seja, é uma grande festa.

– qual foi a pior ? Diria a mais difícil. Foi a “1a Corrida Ecológica do Baruel” de 10 km em Suzano. Apesar do percurso só de subidas, fez em 1 h e 41 minutos.

– usa monitor cardíaco ? Não, somente um cronômetro. Isto para planejar a corrida. Durante a corrida faz controle da F.C. manual.

– e que tenis voce usa ? REEBOK, pois sempre gostou.

– e a pisada ? é neutra, mas tem problema de joanete e Neuroma de Morton no mesmo pé.

Segundo o Dr. Constantino Santos, o Neuroma de Morton é um tumor benigno dos nervos. Em sentido próprio, o Neuroma de Morton não é bem um tumor, é mais um engrossamento do tecido que rodeia o nervo que vai para os dedos dos pés. Ocorre no local onde o nervo passa por baixo do ligamento que une os ossos do metatarso (no peito do pé, um pouco antes de começarem os dedos). Veja mais detalhes no site www.forumdafamilia.com/medicina.

– Quantas São Silvestre ? Foram 9 !

– Quantas meias Maratona fez ? Algumas. Fez 3 Interpraias (de 30 km) no mesmo ano.

– Já fez alguma Maratona ? Não, mas após 3 provas de 30 km (média de 3h e 20 minutos), estava preparado para “encarar” uma maratona. Após um “acidente de trabalho” perdeu parcialmente o movimento do braço direito que afetou a velocidade e o equilíbrio, o que comprometeu a regularidade nas provas. Daí a desistência pela maratona.

– Pensa em correr fora do Brasil ? Sim. Nunca correu fora do Estado.

– Como faz a recuperação após uma corrida ? Um bom banho, uma boa macarronada e uma soneca.

– Usa gelo ou pomada ? Não, só com indicação e orientação.

–  E a alimentação ? Normal, sem exagero.

image011 – Tem acompanhamento médico ? Sim, tem avaliações periódicas no Laboratório de Estudo do Movimento do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas. E faz fisioterapia devido ao acidente. Faz parte de um grupo de estudos onde se faz atividades duas vezes por semana. Foi escolhido após uma São Silvestre onde completou os 15 km em menos de  1 h e 45 minutos. Essas atividades são acompanhadas pelos prof. Mara e Emanoel.

– Algum segredo para completar uma corrida ? Sim, após o primeiro km, tem uma idéia de como será a corrida. Se cansar durante, caminha por 10 passos e retoma o ritmo. O mais importante é que conhece e respeita seus limites, além de respeitar seus orientadores.

E completa: com todos os problemas de saúde por que passou  (hemorragia de uma úlcera, atrofia da coxa esquerda, cerca de 17 cm, devido a um rompimento do menisco não se entregou ao sedentarismo. Tudo foi resultado do apoio dos seus “troféus”, ou seja, da família, a esposa Dra. Eros, suas filhas, netos e apoio dos amigos.

– Quais os esportes que praticou antes?  Em 1951 “tentei” jogar futebol como goleiro no colégio interno em São Carlos, mas nunca faltou frango no intervalo… Em 1956 ganhei minha primeira medalha em 1º lugar nos 800mts rasos, jogue basquete e vôlei no time do ginásio, onde estudava em São José do Rio Preto, em natação, nunca consegui mergulhar, e era bom em barra fixa. Em 1957 tentei ciclismo, mas infelizmente não foi possível comprar uma bicicleta competitiva, a minha era BSA de 5 marchas. Longas caminhadas com amigos para pescar ( ida x volta aproximadamente 12Km).

– Como você guarda todas estas recordações? Tenho tudo guardado na memória, mas desde 1999 estou fazendo um diário de esportes.

– Alguém mais na família faz algum esporte? Sim, minha filha do meio, com meu genro e neto fazem capoeira, minha filha mais nova começou a correr com a equipe do trabalho dela, mas infelizmente, por problemas sérios em seu joelho teve que parar, sua filha, hoje com 11 anos, faz ballet, sapateado e esportes com bola, a mais velha já a algum tempo esta bem parada, mas jogou futebol de salão sendo federada pela Federação de Futesal Feminino de São Paulo, o esporte é muito importante para toda a família.

image002 – E para encerrar este bate papo que me emocionou, aqui vai o recado do Hamilton:

” Obrigado pela oportunidade, falar sobre corrida hoje, é falar sobre um dos principais assuntos de minha vida, e a todos que entrarem em meu blog e quiserem deixar um recado, eu responderei com prazer , meu e-mail: asasdoventoduque@yahoo.com.br

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A todos os amigos, o BoraCorrê se rende e parabeniza este grande vencedor, Hamilton.

Música para correr mais!

Recentemente li sobre uma pesquisa que indicava que a música funciona como uma droga natural, um tipo de doping que aumenta o desempenho de atletas.

Sempre que corro sozinho não esqueço de levar meus fones. Muitas vezes me vejo seguindo o ritmo da música enquanto corro. E se a música é animada, melhor ainda! Ao final do treino faço um trote leve ou uma caminhada escutando um som mais leve, pra relaxar…

E muito dos corredores solitários tem na música sua principal companhia durante os treinos. Por isso, resolvi tentar um assunto diferente no blog. Diga qual banda, artista, ritmo, música não falta no seu playlist enquanto corre?

Atualmente no meu playlist tá rolando:

Alongamento antes ou depois de correr?

Eis uma dúvida que sempre gera discussões. Corredores experientes, especialistas, treinadores e até amadores têm sua opinião. Porém, em matéria recente da revista Contra Relógio recomenda que os corredores sigam as seguintes práticas em relação ao alongamento:

SAIBA O QUE SE DEVE OU NÃO SE DEVE FAZER

ERRADO: alongar imediatamente antes de correr
CERTO: aquecer, com trotes, ou começar devagar
ERRADO: alongar logo após terminar de correr
CERTO: trotar ou caminhar por alguns minutos e então alongar

E para alimentar ainda mais a discussão em torno do assunto, a mesma matéria cita que alongar em nada ajuda na corrida e até prejudica! O estudo realizado Universidade de Nevada (EUA) publicado na edição de setembro do Journal of Strength and Conditioning Research, revela que os exercícios para alongar mais utilizados (inclusive por corredores), os chamados alongamentos estáticos, realizados com a pessoa parada, causam perda de força nas pernas.

Leia a matéria completa: http://migre.me/1aD2

Particularmente eu me acostumei tanto a alongar antes da corrida que se tornou um hábito, quando não o faço me sinto meio “travado”.

E vocês o que acham do alongamento?  Fazem antes ou depois?